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Chico Buarque em Curitiba com SHOW CARAVANAS no Guairão de 02 a 04 de agosto.

Chico Buarque se apresenta em Curitiba com SHOW CARAVANAS no Guairão de 02 a 04 de agosto bem próximo ao nosso Hotel San Martin Curitiba.

“Minha embaixada chegou/ Deixa meu povo passar”. Assim, tomando para si a canção de Assis ValenteChico Buarque, chega a Curitiba de 02 a 04 de agosto, no Guairão, com início das vendas no dia 25 de abril.

O sucesso se explica não só pela expectativa naturalmente criada em torno dos shows de Chico, afastado dos palcos desde 2012. O álbum Caravanas (lançado pela Biscoito Fino) foi apontado por muitos como um dos melhores do ano, assim como a canção As caravanas – tomada desde o nascimento como um dos grandes clássicos da obra do compositor. Além disso, o show mostra um Chico dialogando com seu tempo de forma aguda, como em alguns dos períodos mais marcantes de sua carreira. E aqui a expressão “seu tempo” tem sentido duplo. Por um lado, trata do momento de tensão política e social que o Brasil e o mundo atravessam. Por outro, “seu tempo” diz respeito ao tempo que o artista procura afirmar no palco, acima de qualquer cronologia. O “tempo da delicadeza”, como escreveu ele sobre a melodia de Cristóvão Bastos em Todo o sentimento – não por acaso, presente no repertório.

Depois de pedir permissão para seu povo passar, Chico deixa claro quem chama de seu povo. Ele está presente em Mambembe, declaração de princípios e louvação à figura do artista – recentemente tratado como vagabundo em debates acalorados neste presente que Chico transcende no palco. Está também nos malandros de Partido alto e A volta do malandroassim como na involuntária heroína, duplamente violentada, de Geni e o zepelin. E, em definitivo, nos mestres e colegas listados em Paratodos.

Seu povo também são seus parceiros. Chico presta especial deferência a eles, fazendo questão de citá-los. Além de Todo o sentimentoCristóvão Bastos é lembrado em Tua cantiga, outra do recém-lançado álbum que nasceu com ares de clássico. Edu Lobo aparece três vezes. A primeira, em A moça do sonho – uma das muitas canções do show que lidam com realidades oníricas, tempos suspensos, como Outros sonhosMassarandupióFuturos amantesou mesmo Tua cantiga. Depois, Edu é lembrado de novo em A história de Lily Braun e A bela e a fera, ambas de O grande circo místico, aqui tocadas juntas. Seu maestro soberano Tom Jobim é celebrado em Retrato em branco e preto e Sabiá. Baixista da banda, Jorge Helder aparece como compositor em Casualmente. Parceiro mais recente (“e mais amado”, ressalta Chico no palco), o neto Chico Brown entra com Massarandupió.

A representação maior do povo que Chico puxa em sua embaixada talvez seja Wilson das Neves, a quem o show é dedicado. O cantor lembra seu velho amigo e baterista de sua banda, morto em 2017, cantando a primeira parceria da dupla, Grande hotel.

Cuba ganha um lugar especial no universo desenhado por Chico no show, com Yolanda (versão em português do compositor para canção do cubano Pablo Milanés) e Casualmente, construída sobre uma memória de Havana.

Chico também afirma sua embaixada a partir do que não quer. Como na tristemente atual Derradeira estação, crônica de um Rio dominado pela violência, num Estado ausente que gera mil estados paralelos. Ou na raiva, “filha do medo” e “mãe da covardia”, que embala a violência em As caravanas. Em registros mais leves e irônicos, ele pisca, em Desaforos e Injuriado, para os  que “proferem desaforos pro seu lado”. O  “malandro candidato a malandro federal”, o “malandro com retrato na coluna social” e outros que nunca se dão mal também têm seu momento de infâmia no show, em Homenagem ao malandro.

A grandeza do que se vê no palco, porém, não se resume às canções. Chico é sustentado por uma banda primorosa, que, a partir dos arranjos de Luiz Claudio Ramos, parece se multiplicar. Ela é formada por  João Rebouças(piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo), Marcelo Bernardes (flauta e sopros) e Jurim Moreira(bateria), além do próprio Luiz Claudio Ramos (violão). Também constroem o espetáculo a luz de Maneco Quinderé, os figurinos de Marcelo Pies e o cenário de Helio Eichbauer, formado por um jogo de oito cordas entrelaçadas – que formam diferentes desenhos e movimentos e mudam de tom de acordo com a iluminação – e “uma esfera armilar que flutua no espaço azul como algum sistema planetário”, como ele mesmo descreve.

O show que o público curitibano poderá presenciar traz um artista com plena consciência do tempo (dos tempos), como o personagem de Jogo de bola – outra pérola da safra mais recente. Mas que sabe ser, simultaneamente, aquele craque que tem a experiência do passado (“Outrora, quando em priscas eras/ Um Puskás eras”) e o garoto que ainda é capaz de inventar dribles (“O tique-taque, o pique, o breque”).

Serviço:

Caravanas – Show com Chico Buarque e banda.
Dias 02, 03 e 04 de agosto, de quinta a sábado, às 21h, no Guairão.

Os ingressos custam:
Plateia:     R$490 e R$ 245 (meia entrada)
1º balcão: R$420 e R$210 (meia entrada)
2º balcão: R$300 e R$150 (meia entrada)

+ R$6 (seis reais), referente a taxa de conveniência cobrada pelo DiskIngressos.

A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue e portadores de necessidades especiais (PNE) e de câncer. É obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição do beneficiário, na compra do ingresso e na entrada do teatro.

30% de desconto sobre o preço de inteira e não cumulativo com outras promoções ou descontos beneficiados por lei para cartão do Clube do Assinante da GAZETA DO POVO, na compra de até dois ingressos válido somente para o titular do cartão.

Ingressos à venda na bilheteria do Teatro ou nos Quiosques do DiskIngressos nos Shoppings Mueller, Palladium e Estação, pela internet www.diskingressos.com.br ou por telefone DiskIngressos 3315-0808.

Não serão aceitos cheques. Aceita-se cartões de créditos e pagamento em até 3 parcelas com acréscimo.

Duração aproximada: 1h20.

Classificação indicativa: Livre.

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